PEC 14/2021 entra oficialmente na pauta da CCJ do Senado e avança para votação definitiva

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021 deu mais um passo importante no Senado Federal. A matéria foi oficialmente incluída na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e será analisada como o item 11 da 9ª Reunião Extraordinária da comissão a ser realizada no dia 10/06/2026.

A proposta é considerada uma das mais importantes para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), pois trata da aposentadoria diferenciada, da regularização dos vínculos funcionais e da proibição da terceirização das categorias.

O que prevê a PEC 14/2021?

A PEC 14 altera os artigos 40, 198 e 201 da Constituição Federal para garantir direitos específicos aos ACS e ACE.

Entre os principais pontos estão:

  • Criação de aposentadoria diferenciada para ACS e ACE;
  • Regularização dos vínculos funcionais;
  • Proibição da terceirização permanente das categorias;
  • Segurança jurídica para servidores vinculados ao SUS;
  • Regras de transição para aposentadoria.

Qual foi o parecer do relator na CCJ?

O relator da matéria na CCJ, o senador Irajá, apresentou parecer favorável à aprovação da PEC 14/2021.

O relatório também rejeita a Emenda nº 2, apresentada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo.

Já a Emenda nº 1, apresentada pelo senador Magno Malta, foi retirada pelo próprio autor em requerimento protocolado em 8 de abril de 2026.

Como ficará a aposentadoria dos ACS e ACE?

A PEC cria uma regra constitucional própria para aposentadoria dos agentes.

Regra permanente

Para mulheres:

  • 57 anos de idade;
  • 25 anos de contribuição;
  • 25 anos de efetivo exercício na atividade.

Para homens:

  • 60 anos de idade;
  • 25 anos de contribuição;
  • 25 anos de efetivo exercício na atividade.

A regra valerá tanto para:

  • Regime Geral de Previdência Social (RGPS/INSS);
  • Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).

A aposentadoria será especial ou diferenciada?

O relatório esclarece que a PEC cria uma aposentadoria diferenciada e não uma aposentadoria especial nos moldes tradicionais.

Segundo o parecer:

Aposentadoria especial

Exige:

  • Comprovação individual de exposição aos agentes nocivos;
  • Laudos técnicos;
  • Avaliação específica de cada trabalhador.

Aposentadoria diferenciada

Prevê:

  • Regra constitucional própria para toda a categoria;
  • Segurança jurídica;
  • Menor dependência de comprovações individuais de insalubridade.

De acordo com o relator, essa solução é mais adequada para a realidade dos ACS e ACE.

PEC 14 proíbe terceirização dos ACS e ACE

Outro destaque do texto é a vedação da terceirização.

A proposta estabelece que:

  • ACS e ACE não poderão ser terceirizados;
  • Contratações temporárias permanentes ficam proibidas;
  • Exceções serão admitidas apenas em situações de emergência sanitária.

O relatório destaca que a manutenção do vínculo territorial é essencial para o funcionamento eficiente das ações de Atenção Primária e Vigilância em Saúde.

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Quais são as regras de transição da PEC 14?

Para os profissionais que já estão em atividade, a proposta estabelece regras progressivas.

Até 2030

  • Mulher: 50 anos;
  • Homem: 52 anos.

Até 2035

  • Mulher: 52 anos;
  • Homem: 54 anos.

Até 2040

  • Mulher: 54 anos;
  • Homem: 56 anos.

A partir de 2041

  • Mulher: 57 anos;
  • Homem: 60 anos.

O que acontece após a votação na CCJ?

Se aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, a PEC 14 seguirá para apreciação do Plenário do Senado Federal.

A PEC 14 já foi aprovada?

Não. A proposta foi incluída na pauta da CCJ do Senado e ainda será analisada pela comissão e a sua última etapa, antes da promulgação, será a votação no plenário do senado federal.

A PEC 14 garante aposentadoria para ACS e ACE?

A proposta cria uma regra constitucional específica de aposentadoria diferenciada para as categorias.

Qual a idade prevista para aposentadoria?

57 anos para mulheres e 60 anos para homens, além de 25 anos de contribuição e de exercício na atividade e escalonamento conforme regras estabelecidas no texto da PEC.

A PEC 14 acaba com a terceirização?

O texto prevê a proibição da terceirização permanente dos ACS e ACE, permitindo exceções apenas em situações emergenciais.

A regra vale para INSS e RPPS?

Sim. A proposta contempla tanto os segurados do RGPS (INSS) quanto os vinculados aos RPPS.


Por: www.acsace.com.br