InfoGripe Fiocruz alerta: casos de SRAG continuam aumentando em todas as faixas etárias no Brasil
O que revela o novo boletim InfoGripe da Fiocruz?
O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última quinta-feira (28/5), mostra que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam crescendo em todas as faixas etárias no Brasil. O aumento está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), da influenza A e do rinovírus.
Os dados correspondem à Semana Epidemiológica 20, entre os dias 17 e 23 de maio de 2026, e indicam que praticamente todo o país permanece em situação de alerta para doenças respiratórias.
Quais vírus estão provocando o aumento dos casos de SRAG?
A alta das hospitalizações por SRAG tem diferentes causas conforme a faixa etária.
Crianças de até 4 anos
O principal responsável é o vírus sincicial respiratório (VSR), considerado atualmente o maior causador de internações respiratórias em crianças pequenas.
Crianças e adolescentes de 5 a 14 anos
O crescimento dos casos está relacionado principalmente ao rinovírus, agente frequentemente associado a resfriados, mas que pode causar quadros graves em grupos vulneráveis.
Jovens, adultos e idosos
Nessas faixas etárias, o principal responsável pelas hospitalizações é a influenza A, que também lidera os registros de óbitos por SRAG no país.
Quais estados apresentam maior crescimento de SRAG?
Segundo a Fiocruz, apenas Rondônia não apresenta situação de alerta, risco ou alto risco.
Os estados com crescimento sustentado nas últimas semanas incluem:
- Acre
- Alagoas
- Amapá
- Amazonas
- Bahia
- Distrito Federal
- Espírito Santo
- Mato Grosso do Sul
- Minas Gerais
- Paraná
- Paraíba
- Pará
- Piauí
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Rio de Janeiro
- Roraima
- Santa Catarina
- Sergipe
- São Paulo
Em muitos desses estados, o aumento está associado ao avanço simultâneo do VSR, da influenza A e do rinovírus.
Minas Gerais está entre os estados em alerta?
Sim.
Minas Gerais aparece entre os estados com crescimento de longo prazo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Além disso, o estado registra aumento relacionado ao rinovírus e mantém níveis elevados de hospitalizações por influenza A, mesmo com sinais de desaceleração do crescimento.
A capital Belo Horizonte também figura entre as cidades com atividade de SRAG em nível de alerta.
Como está a situação da Covid-19 no Brasil?
Os casos de SRAG por Covid-19 permanecem em queda na maior parte do país.
Entretanto, os pesquisadores identificaram sinais de crescimento ou manutenção da transmissão em:
- Ceará
- Maranhão
- Pará
Apesar desse cenário localizado, o impacto da Covid-19 permanece significativamente menor do que o observado para influenza A e VSR.
Quais capitais apresentam crescimento dos casos de SRAG?
O boletim identificou 15 capitais com atividade elevada e tendência de crescimento:
- Aracaju (SE)
- Belém (PA)
- Belo Horizonte (MG)
- Boa Vista (RR)
- Curitiba (PR)
- Florianópolis (SC)
- Goiânia (GO)
- Macapá (AP)
- Palmas (TO)
- Porto Alegre (RS)
- Rio Branco (AC)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Salvador (BA)
- São Luís (MA)
- Teresina (PI)
Qual é a distribuição dos vírus respiratórios atualmente?
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG foram identificados:
- 47,6% – Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
- 23,9% – Rinovírus
- 22,4% – Influenza A
- 4,7% – Influenza B
- 2,3% – Covid-19 (Sars-CoV-2)
Entre os óbitos registrados no mesmo período:
- 51,2% – Influenza A
- 17,2% – Rinovírus
- 13,4% – VSR
- 9,6% – Covid-19
- 7,2% – Influenza B
Os dados demonstram que a influenza A permanece como o principal vírus associado às mortes por SRAG no país.
Quantos casos de SRAG já foram registrados em 2026?
Segundo o InfoGripe, o Brasil contabiliza:
- 70.211 casos de SRAG em 2026
- 33.245 casos positivos para vírus respiratórios
- 25.790 casos negativos
- 6.309 casos aguardando resultado laboratorial
Entre os casos positivos do ano:
- 33,9% – Rinovírus
- 29,7% – VSR
- 25,4% – Influenza A
- 6,4% – Covid-19
- 2,6% – Influenza B
Quem corre maior risco de internação e morte?
A análise da Fiocruz mostra que os impactos variam conforme a idade.
Maior incidência
Os maiores índices de internação continuam concentrados em:
- Crianças menores de 2 anos
- Crianças pequenas até 4 anos
Nesses grupos, o principal responsável é o vírus sincicial respiratório (VSR).
Maior mortalidade
Os maiores índices de óbito permanecem entre:
- Pessoas com 65 anos ou mais
Nesse grupo, a principal causa é a influenza A.
Quais vacinas ajudam a prevenir casos graves?
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção.
Vacina contra o VSR
Indicada para:
- Gestantes a partir da 28ª semana de gravidez
A imunização protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida.
Vacina contra a influenza
Indicada para:
- Idosos
- Crianças
- Gestantes
- Puérperas
- Pessoas com comorbidades
- Outros grupos prioritários
A vacinação reduz significativamente o risco de hospitalização e morte.
Quais medidas ajudam a evitar infecções respiratórias?
A Fiocruz recomenda:
- Lavar as mãos frequentemente;
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
- Utilizar lenço descartável;
- Evitar compartilhar objetos pessoais;
- Utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios;
- Evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver gripado.
O que é o InfoGripe?
O InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) coordenada pela Fiocruz para monitorar casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o território nacional.
O sistema auxilia gestores e profissionais de saúde na identificação precoce de surtos, tendências epidemiológicas e áreas prioritárias para ações de vigilância e prevenção.
O que é SRAG?
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma complicação respiratória que pode ser causada por vírus como influenza, VSR, rinovírus e Covid-19.
Qual vírus mais causa SRAG em crianças?
Atualmente, o principal responsável é o vírus sincicial respiratório (VSR).
Qual vírus mais provoca mortes por SRAG?
A influenza A lidera os registros de óbitos relacionados à SRAG no Brasil.
Minas Gerais está em alerta para SRAG?
Sim. Minas Gerais apresenta crescimento de longo prazo dos casos e circulação importante de influenza A e rinovírus.
A Covid-19 voltou a crescer?
Na maior parte do país os casos seguem em queda, mas Ceará, Maranhão e Pará apresentam sinais de crescimento.
Por: www.acsace.com.br Fonte: Agência Fiocruz
