Porto Velho transforma empregos de ACS e ACE em cargos públicos estatutários

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Imagem: Divulgação

A Câmara Municipal de Porto Velho (RO) aprovou nesta segunda-feira (13) um importante Projeto de Lei Complementar que transforma os empregos públicos de Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE) em cargos públicos submetidos ao Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município. A medida representa um avanço para a valorização das categorias, proporcionando maior segurança jurídica, estabilidade funcional e uniformização do regime de trabalho.

A proposta foi encaminhada pelo Poder Executivo e fundamenta-se na evolução da legislação constitucional, na Lei Federal nº 11.350/2006, nas alterações promovidas pela Emenda Constitucional nº 51/2006 e na jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF).

O que muda com a transformação dos empregos públicos em cargos públicos?

Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) deixarão de ocupar empregos públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), passando a exercer cargos públicos estatutários, vinculados ao Regime Jurídico dos Servidores do Município de Porto Velho.

Segundo a justificativa do projeto, a mudança:

  • fortalece a segurança jurídica;
  • uniformiza o regime funcional;
  • reduz diferenças entre profissionais que exercem as mesmas atividades;
  • melhora a gestão administrativa;
  • reforça a política municipal de Atenção Primária à Saúde e Vigilância em Saúde.

Por que a mudança foi considerada necessária?

A principal justificativa apresentada pelo Executivo Municipal é que atualmente coexistem profissionais da mesma carreira submetidos a regimes jurídicos diferentes, apesar de desempenharem exatamente as mesmas funções.

Essa situação gera diferenças administrativas, insegurança jurídica e dificuldades na gestão de pessoal.

Com a transformação dos empregos públicos em cargos efetivos estatutários, todos os profissionais passam a integrar um único regime funcional.

O projeto cria novos cargos?

Não. O Projeto de Lei Complementar deixa claro que não há criação de novos cargos nem mudança de carreira.

Os profissionais continuarão exercendo:

  • as mesmas atribuições;
  • a mesma área de atuação;
  • a mesma carga horária;
  • os mesmos requisitos de escolaridade;
  • a mesma identidade funcional.

A única alteração ocorre no regime jurídico aplicável ao vínculo funcional e limita-se exclusivamente à mudança do regime jurídico.

O que diz a Constituição sobre ACS e ACE?

A justificativa do projeto relembra que os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias possuem tratamento constitucional específico.

Com a Emenda Constitucional nº 51/2006, foram inseridos os §§ 4º, 5º e 6º do artigo 198 da Constituição Federal, criando regras próprias para essas categorias.

Ao contrário da regra geral do artigo 37, inciso II, da Constituição, os ACS e ACE podem ser admitidos mediante processo seletivo público, em razão das peculiaridades das atividades desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Quais são os benefícios administrativos da medida?

Segundo o Executivo Municipal, a unificação do regime jurídico proporciona diversas vantagens para a administração pública.

Entre elas:

  • maior racionalidade administrativa;
  • padronização dos direitos e deveres funcionais;
  • simplificação da gestão de pessoal;
  • fortalecimento da política municipal de saúde;
  • redução de conflitos administrativos;
  • maior eficiência na organização das carreiras.

A mudança garante mais estabilidade aos ACS e ACE?

Sim. Embora o projeto preserve integralmente as atribuições dos profissionais, a adoção do regime estatutário proporciona maior estabilidade institucional e reforça a segurança jurídica das relações funcionais.

Segundo a justificativa apresentada pelo município, essa alteração fortalece a continuidade das políticas públicas de Atenção Básica e Vigilância em Saúde.

Fortalecimento institucional da Atenção Primária

A transformação dos empregos públicos em cargos estatutários representa mais do que uma alteração administrativa.

A medida busca fortalecer a gestão da Atenção Primária à Saúde, conferir maior segurança jurídica aos profissionais e reduzir desigualdades existentes dentro da própria carreira.

O que foi aprovado pela Câmara de Porto Velho?

Foi aprovado um Projeto de Lei Complementar que transforma os empregos públicos de ACS e ACE em cargos públicos estatutários.

Os agentes mudarão de função?

Não. Permanecem exercendo exatamente as mesmas atividades.

Haverá mudança na carga horária?

Não. O projeto mantém a carga horária atualmente exercida.

A medida cria novos cargos?

Não. Apenas altera o regime jurídico dos vínculos existentes.

Essa mudança pode ocorrer em outros municípios?

Sim. Cada município poderá avaliar a adoção de medida semelhante, desde que respeite a legislação vigente e siga o processo legislativo próprio.

Confira o Projeto de Lei de Efetivação AQUI


Por: www.acsace.com.br