Vídeo - Brasil cria 1º porco clonado da América Latina para transplantes com potencial impacto no SUS

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Brasil cria 1º porco clonado da América Latina para transplantes e avança na saúde

Reprodução: Agência FAPESP

USP lidera projeto inédito de porco clonado para transplantes no SUS

O Brasil alcançou um marco histórico na ciência ao criar o primeiro porco clonado da América Latina, em um projeto liderado pela Universidade de São Paulo (USP). O avanço é considerado estratégico para viabilizar, no futuro, o transplante de órgãos em humanos, reduzindo a dependência externa no Sistema Único de Saúde (SUS).

O nascimento do animal ocorreu no fim de março, em laboratório do Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (IZ-Apta), em Piracicaba (SP), com apoio da FAPESP.

Xenotransplante: tecnologia que pode revolucionar os transplantes

O feito integra pesquisas do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), que busca desenvolver órgãos suínos compatíveis com humanos. O objetivo é permitir o chamado xenotransplante, técnica que consiste na transferência de órgãos entre espécies diferentes.

A iniciativa é liderada por especialistas como Silvano Raia, Mayana Zatz e Jorge Kalil, referências na medicina e genética brasileira.

Clonagem de suínos é etapa essencial para avanço científico

A criação do porco clonado representa um dos maiores desafios do projeto, já que a clonagem de suínos é considerada mais complexa do que em outras espécies.

Embora o animal ainda não possua alterações genéticas específicas, o sucesso demonstra que os pesquisadores brasileiros dominaram uma fase crucial da tecnologia.

Por que porcos são usados em transplantes

Os porcos são considerados ideais para transplantes devido à semelhança anatômica e funcional de seus órgãos com os humanos. Além disso, apresentam crescimento rápido, atingindo porte compatível com adultos em cerca de sete meses.

Engenharia genética busca evitar rejeição de órgãos

Um dos maiores desafios do xenotransplante é a rejeição imunológica. Para superar esse obstáculo, os cientistas utilizam engenharia genética para:

→ Desativar genes suínos ligados à rejeição
→ Inserir genes humanos para aumentar a compatibilidade

Tecnologias como o CRISPR têm sido fundamentais nesse processo, tornando as modificações genéticas mais viáveis.

Próximas etapas do projeto científico

A clonagem atual representa apenas o início. O próximo passo será desenvolver porcos geneticamente modificados, capazes de fornecer órgãos compatíveis para humanos.

O projeto também exigiu a criação de infraestrutura inédita no Brasil, com laboratórios de alta biossegurança.

Impacto no SUS e na fila de transplantes

O avanço pode trazer benefícios diretos ao SUS, especialmente diante da alta demanda por transplantes no Brasil.

Atualmente, milhares de pacientes aguardam por órgãos, principalmente rins. A produção de órgãos em animais pode:

→ Reduzir o tempo de espera
→ Ampliar o acesso aos transplantes
→ Diminuir custos com tecnologias importadas

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Reprodução: Agência FAPESP

Brasil se destaca no cenário internacional

O xenotransplante ainda é experimental no mundo. Países como os Estados Unidos já realizaram procedimentos com órgãos de porcos, mas ainda com resultados limitados.

Com esse avanço, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países que dominam etapas iniciais dessa tecnologia inovadora.

Uso clínico ainda depende de novos testes

Apesar do avanço, o uso de órgãos de animais em humanos ainda exige:

→ Testes pré-clínicos
→ Ensaios em humanos
→ Validação de segurança a longo prazo

Confira o Vídeo



Por: www.acsace.com.br Fonte: correio braziliense e genoma usp