Combate à chikungunya - Saúde envia 50 agentes de endemias para Dourados

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Ministério da Saúde envia 50 agentes para reforçar combate à chikungunya em Dourados (MS)

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Foto: Edjalma Borges/MS

Ação amplia atendimento em território indígena e fortalece resposta à epidemia

O Ministério da Saúde reforçou o enfrentamento à chikungunya em Dourados com o envio de 50 agentes de combate às endemias para atuação direta, principalmente em territórios indígenas.

Do total, 20 profissionais já iniciaram as atividades, enquanto os outros 30 chegam ao longo do fim de semana, com início previsto para 6 de abril.

Força Nacional do SUS já realizou mais de 1,4 mil atendimentos

A atuação conta com o apoio da Força Nacional do SUS, que está na região desde o dia 17 de março e já realizou mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Entre as ações realizadas estão:

  • 96 remoções para atendimentos de média e alta complexidade
  • 250 visitas domiciliares
  • Reforço no atendimento pediátrico
  • Atuação também aos finais de semana

Reforço inclui assistência, vigilância e controle do vetor

As equipes atuam de forma integrada com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, promovendo:

  • Visitas domiciliares
  • Educação em saúde
  • Busca ativa de casos
  • Reorganização do fluxo assistencial

Além disso, os agentes já visitaram mais de 4,3 mil residências, realizando:

  • Eliminação de criadouros do mosquito
  • Aplicação de larvicidas e inseticidas
  • Mutirões de limpeza

Uma das mobilizações contou com cerca de 100 profissionais e resultou na retirada de quatro caminhões de resíduos.

Distribuição de alimentos e novos investimentos

Como parte da resposta emergencial, o governo também iniciará a distribuição de 2 mil cestas básicas para comunidades indígenas, com previsão de chegar a 6 mil unidades até junho, em parceria com:

  • Funai
  • Ministério do Desenvolvimento Social
  • Companhia Nacional de Abastecimento
  • Defesa Civil

Também foram liberados R$ 900 mil para ações de vigilância e assistência no município.

Novos profissionais serão contratados

A secretária da Sesai, Lucinha Tremembé, anunciou que, a partir de maio, serão incorporados 102 novos profissionais à saúde indígena, incluindo:

  • Agentes indígenas de saúde
  • Agentes de saneamento
  • Enfermeiros
  • Psicólogos

O reforço será destinado ao DSEI-MS.

Monitoramento e combate ao mosquito

O Ministério da Saúde também intensificou o monitoramento com a instalação de uma Sala de Situação nacional e a criação de um Centro de Operações de Emergência (COE).

Outra medida é a instalação de 1.000 Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), sendo que 160 já foram instaladas em bairros como Jóquei Clube, Santa Felicidade e Santa Fé.

Apoio de instituições e reforço logístico

A operação envolve diversas instituições, como:

  • Fiocruz (envio de medicamentos)
  • Exército Brasileiro (40 militares e viaturas)
  • Ebserh

Além disso, o território conta com:

  • 210 Agentes Indígenas de Saúde (AIS)
  • 150 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN)
  • Reforço com veículos, como picapes, vans e caminhões

Situação epidemiológica preocupa

Dados atualizados até 4 de abril apontam:

  • 3.596 notificações de chikungunya
  • 1.314 casos confirmados
  • 1.823 em investigação
  • 459 descartados

A maior concentração está em áreas indígenas, com 914 casos confirmados (69,6% do total).

Prevenção segue como principal estratégia

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela dengue e zika.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre
  • Dores musculares
  • Dor intensa nas articulações
  • Dor de cabeça

O Ministério da Saúde orienta que a população dedique 10 minutos por semana para eliminar possíveis focos do mosquito, como:

  • Água parada em recipientes
  • Caixas d’água destampadas
  • Pneus, garrafas e calhas
  • Pratos de plantas e ralos

A mobilização busca conter o avanço da doença, reduzir impactos e fortalecer a rede de saúde, especialmente em áreas mais vulneráveis.

Veja Também: Epidemia de Chikungunya em Dourados: Sindicato critica contratações temporárias de ACEs


Por: Redação www.acsace.com.br Fonte: Ministério da Saúde