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Sindicato critica contratações temporárias em meio à epidemia de chikungunya em Dourados
Diante do avanço da epidemia de chikungunya em Dourados, o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias (Sindracse) criticou a contratação temporária de profissionais autorizada pelo Ministério da Saúde.
A medida prevê a admissão emergencial de 20 agentes de combate a endemias para reforçar o enfrentamento da doença no município, que registra um dos cenários mais críticos do país em 2026.
Em nota, a entidade classificou a iniciativa como uma forma de precarização do trabalho, especialmente em um momento que exige respostas estruturadas e contínuas do poder público. O sindicato questiona a opção por vínculos temporários mesmo diante da existência de concursos públicos vigentes e candidatos aprovados aguardando convocação.
“Causa estranheza a opção por vínculos temporários de trabalho, ignorando a existência de vagas efetivas e, sobretudo, desconsiderando a presença de candidatos aprovados em concurso público”, destacou a entidade.
Segundo o Sindracse, a decisão pode impactar diretamente a qualidade dos serviços prestados à população. O combate às arboviroses, como a chikungunya, exige profissionais capacitados, com estabilidade e continuidade nas ações de vigilância e controle.
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Repercussão entre trabalhadores
A crítica também repercutiu entre os próprios agentes, que relataram insegurança e insatisfação nas redes sociais. Muitos apontam instabilidade mesmo após anos de atuação no serviço público.
“Após 17 anos, fui exonerado e depois chamado novamente. Mesmo com vínculo estatutário, a insegurança continua”, relatou um trabalhador.
Outros destacaram a desvalorização da categoria e os impactos na assistência à população.
“Contratos temporários desvalorizam e comprometem o nosso trabalho. Uma vida não tem preço”, afirmou outro agente.
Cenário preocupante da doença
O município já soma mais de 2 mil casos prováveis de chikungunya em 2026, com registros de óbitos e alta taxa de positividade. Dados recentes indicam 2.053 casos prováveis, sendo 1.074 confirmados e 979 ainda em investigação. Em apenas um dia, 39 novos casos foram confirmados.
Cerca de 70% dos casos estão concentrados em territórios indígenas, o que agrava ainda mais o desafio das equipes de saúde. Em todo o estado de Mato Grosso do Sul, ao menos 14 municípios já se encontram em situação de epidemia.
O sindicato reforça que a convocação de concursados é fundamental para garantir maior eficiência no enfrentamento da doença e fortalecer as ações de prevenção. Segundo a entidade, investir em equipes estáveis e qualificadas é essencial para reduzir casos, evitar internações e salvar vidas.
