⚠️ Atenção - Reforma Administrativa avança na Câmara e preocupa servidores públicos

👇🏻👇🏻👇🏻 

Siga nosso Whatsapp AQUI

Reforma Administrativa avança na Câmara e gera temor entre servidores públicos

reforma administrativa PEC 32, servidores públicos, contratos temporários, estabilidade no serviço público, supersalários, avaliação de desempenho, Hugo Motta, Pedro Paulo, Câmara dos Deputados

Audiência pública marcada para setembro

A Câmara dos Deputados marcou para o próximo dia 3 de setembro uma audiência pública para debater a Reforma Administrativa, que voltou à pauta neste segundo semestre sob a coordenação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O tema gera forte preocupação entre servidores públicos, que apontam risco de retrocessos, sobretudo pela possibilidade de ampliação dos contratos temporários no funcionalismo.

O relator da proposta, deputado Pedro Paulo (MDB-RJ), ainda não apresentou os dois projetos de lei e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que devem compor o texto. Segundo ele, o fim da estabilidade do servidor, previsto originalmente na PEC 32/2020, não será retomado.

Temores sobre estabilidade e contratações temporárias

Para entidades representativas, como o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), a regulamentação de um cadastro nacional para contratos temporários pode fragilizar a estabilidade dos servidores.

“O risco é que áreas inteiras do serviço público deixem de ter concursos com estabilidade, substituídos pela contratação via CLT”, afirmou Diego Marques, diretor do Andes. Ele criticou ainda a ausência de diálogo com entidades de servidores durante a elaboração da proposta.

A estabilidade no serviço público é considerada essencial para evitar interferências políticas e garantir a continuidade dos serviços à população.

Medidas previstas na nova proposta

Embora ainda não tenha apresentado o texto final, Pedro Paulo antecipou algumas das 70 medidas previstas:

  • Combate aos supersalários;
  • Limitação do home office a um dia por semana;
  • Férias limitadas a 30 dias por ano, incluindo juízes;
  • Fim da aposentadoria compulsória para magistrados punidos;
  • Criação de regras nacionais de avaliação de desempenho;
  • Estabelecimento de metas de produtividade e bônus por resultados;
  • Maior rigor no estágio probatório;
  • Concurso Nacional Unificado (CNU) com vagas também para estados e municípios;
  • Carreiras com, no mínimo, 20 níveis salariais;
  • Salário inicial fixado em cerca de metade do valor recebido no topo da carreira.

Segundo o relator, a reforma busca “cortar privilégios e modernizar o Estado, com foco em mérito e eficiência”.

Resistência dos servidores

Os sindicatos e movimentos sociais, como o Fonasefe e a CondSef, afirmam que muitos princípios da antiga PEC 32 permanecem no novo texto. Entre as críticas estão:

  • Adoção de um sistema unificado de avaliação de desempenho, visto como incompatível com as particularidades de cada órgão;
  • Conversão de parte da remuneração em bônus de produtividade, medida que, segundo os servidores, pode achatar salários e prejudicar a qualidade dos serviços;
  • Risco de precarização em áreas sensíveis, como as fiscalizações ambientais.

Diante disso, entidades prometem uma agenda de mobilizações em Brasília e nos estados contra a proposta.


Por: Redação www.acsace.com.br Fonte: Agência Brasil