Febre do Nilo Ocidental: SP confirma dois casos e SC registra primeira morte

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Imagem: Divulgação

São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado, enquanto Santa Catarina registrou a primeira morte pela doença. Os registros reforçam a importância da vigilância epidemiológica, do diagnóstico e das medidas de prevenção contra os mosquitos transmissores.

O que aconteceu em São Paulo?

São Paulo confirmou dois casos humanos de Febre do Nilo Ocidental pela primeira vez na história do estado. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira (24) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP).

Os pacientes são moradores de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Os dois casos permanecem sob investigação epidemiológica para identificar os prováveis locais de infecção.

Quem são os pacientes confirmados em SP?

O primeiro caso é de uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que tinha histórico recente de viagem à região amazônica. Ela apresentou a doença, mas evoluiu para cura.

O segundo caso é de uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos.

Os dois casos foram confirmados por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Como a Febre do Nilo Ocidental é investigada?

A investigação epidemiológica busca identificar onde ocorreu a infecção e verificar possíveis áreas de circulação do vírus. As ações são conduzidas pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais e estaduais.

Segundo a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, a confirmação dos primeiros casos humanos no estado reforça a necessidade de acompanhamento permanente da situação e de medidas de prevenção.

O que aconteceu em Santa Catarina?

Santa Catarina confirmou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental registrada na história do estado. A vítima foi uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, no Sul catarinense.

A paciente morreu em 8 de agosto. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o óbito relacionado à doença é considerado raro.

Além desse caso, um homem de 56 anos, residente em Caçador, no Oeste de Santa Catarina, também foi diagnosticado com a doença e recebeu alta hospitalar.

Quais foram os sintomas apresentados em Santa Catarina?

Os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. Os casos continuam sendo acompanhados pelas autoridades de saúde para esclarecer os prováveis locais de infecção e compreender a relação entre a circulação do vírus e os quadros clínicos registrados.

O que é a Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença viral causada pelo vírus do Nilo Ocidental e transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex.

O vírus pertence ao grupo dos arbovírus, que também inclui agentes causadores de doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.

O mosquito pode adquirir o vírus ao se alimentar de aves infectadas e posteriormente transmiti-lo ao picar outros animais ou pessoas.

A Febre do Nilo Ocidental passa de pessoa para pessoa?

A principal forma de transmissão da Febre do Nilo Ocidental ocorre pela picada de mosquito infectado. Portanto, a prevenção da doença está diretamente relacionada à redução da exposição aos mosquitos e ao controle dos vetores.

A investigação epidemiológica é importante para identificar possíveis áreas de circulação do vírus e orientar as medidas de vigilância e prevenção.

Quais são os sintomas da Febre do Nilo Ocidental?

A maioria das pessoas infectadas não desenvolve sintomas, mas uma parcela pode apresentar manifestações clínicas. Quando surgem, os sintomas podem variar de um quadro febril leve até manifestações neurológicas graves.

Quais são os sintomas mais comuns?

Entre os principais sintomas estão:

  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Dor nos olhos;
  • Manchas na pele;
  • Aumento dos gânglios linfáticos;
  • Confusão mental;
  • Tremores;
  • Convulsões;
  • Alterações no nível de consciência.

Quando a Febre do Nilo Ocidental pode ser grave?

As formas graves podem comprometer o sistema nervoso central e provocar encefalite, meningite e outras manifestações neurológicas.

Diante de sintomas neurológicos, febre ou outros sinais compatíveis com a doença, especialmente após possível exposição a mosquitos em áreas de risco, é importante procurar atendimento médico.

Como é feito o diagnóstico da Febre do Nilo Ocidental?

O diagnóstico combina avaliação clínica, investigação epidemiológica e exames laboratoriais.

A informação sobre viagens, exposição a mosquitos e permanência em áreas onde existe suspeita de circulação do vírus pode ajudar os profissionais de saúde durante a investigação.

Em São Paulo, os dois primeiros casos humanos foram confirmados por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.

Existe vacina contra a Febre do Nilo Ocidental?

Não existe vacina disponível para prevenção da Febre do Nilo Ocidental em humanos. Também não há tratamento antiviral específico para a doença.

O tratamento é principalmente de suporte, conforme os sintomas e a gravidade do quadro.

Nos casos mais graves, pode ser necessária internação hospitalar, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), principalmente quando ocorre comprometimento neurológico.

Como prevenir a Febre do Nilo Ocidental?

A principal forma de prevenção é evitar a picada de mosquitos e reduzir os locais que favorecem sua proliferação.

As principais medidas incluem:

  • Utilizar repelente conforme as orientações do fabricante;
  • Usar roupas que cubram braços e pernas, principalmente em áreas de maior exposição;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Evitar exposição aos mosquitos, principalmente nos períodos de maior atividade;
  • Eliminar recipientes e outros locais que possam acumular água;
  • Não descartar lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos;
  • Evitar, sempre que possível, contato ou manipulação de animais encontrados mortos;
  • Reforçar os cuidados durante o entardecer e o amanhecer, períodos de maior atividade de determinadas espécies de mosquitos.

Qual é a importância dos Agentes de Combate às Endemias?

Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) desempenham papel importante nas ações de vigilância, prevenção e controle de doenças transmitidas por vetores.

O trabalho desses profissionais inclui ações de vigilância ambiental, identificação de situações de risco, orientação da população e participação nas estratégias municipais de controle de vetores, conforme as atribuições estabelecidas pelo sistema de saúde.

Em situações de suspeita ou confirmação de circulação de arbovírus, a integração entre ACE, Agentes Comunitários de Saúde (ACS), vigilância epidemiológica, atenção primária e demais setores da saúde contribui para ampliar a capacidade de prevenção e resposta.

Reprodução Proepi

Por que os novos casos exigem atenção da vigilância epidemiológica?

A identificação de casos humanos em novos estados aumenta a importância do monitoramento epidemiológico e da investigação dos prováveis locais de infecção.

Os registros em São Paulo e Santa Catarina demonstram a necessidade de manter a população informada e fortalecer ações de vigilância, prevenção e controle dos mosquitos transmissores.

A investigação dos casos também permite às autoridades de saúde identificar possíveis áreas de circulação do vírus e orientar medidas específicas de prevenção.

Perguntas frequentes

O que causa a Febre do Nilo Ocidental?

A doença é causada pelo vírus do Nilo Ocidental, um arbovírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados.

Qual mosquito transmite a Febre do Nilo Ocidental?

A transmissão ocorre principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente em diferentes regiões como pernilongos ou muriçocas.

A Febre do Nilo Ocidental tem tratamento?

Não existe tratamento antiviral específico disponível para humanos. O atendimento é baseado no controle dos sintomas e no suporte clínico necessário.

Existe vacina contra a Febre do Nilo Ocidental?

Não há vacina disponível para humanos contra a Febre do Nilo Ocidental. Por isso, as medidas de prevenção contra picadas de mosquitos são fundamentais.

A doença pode causar meningite e encefalite?

Sim. Nos casos graves, a infecção pode provocar manifestações neurológicas, incluindo encefalite e meningite.

A Febre do Nilo Ocidental pode causar morte?

Sim, embora o óbito seja considerado raro. As formas graves podem comprometer o sistema nervoso e exigir internação hospitalar.

O que fazer em caso de suspeita?

A pessoa com sintomas compatíveis deve procurar um serviço de saúde e informar sobre possíveis viagens ou exposição a mosquitos em áreas de risco.

Como evitar a doença?

A prevenção envolve reduzir a exposição aos mosquitos, utilizando repelente, roupas adequadas, telas e eliminando possíveis criadouros, além de seguir as orientações das autoridades de saúde.


Por: www.acsace.com.br Fonte: G1