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Estudo da Fiocruz aponta expansão do vírus Oropouche no Nordeste entre 2024 e 2025

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Foto: Coleção de Ceratopogonidae do IOC/Fiocruz

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz confirmou a expansão e o estabelecimento da transmissão do vírus Oropouche (Orov) no Nordeste do Brasil entre 2024 e 2025. A pesquisa identificou 2.806 casos confirmados distribuídos em 170 municípios de oito dos nove estados nordestinos.

Historicamente associado à região amazônica, o vírus passou a apresentar transmissão sustentada em áreas do Nordeste onde anteriormente não havia registros da doença.

O estudo foi publicado em abril de 2026 na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases.

O que revelou o estudo da Fiocruz sobre o vírus Oropouche?

A pesquisa demonstrou que o vírus Oropouche deixou de ser um problema restrito à Amazônia e passou a circular de forma contínua em diferentes regiões do Nordeste brasileiro.

Principais dados do estudo

  • 2.806 casos confirmados entre 2024 e 2025;
  • Registros em 170 municípios nordestinos;
  • Presença em 8 dos 9 estados do Nordeste;
  • Identificação de múltiplas introduções independentes do vírus;
  • Circulação sustentada em áreas urbanas e rurais;
  • Expansão para regiões da Caatinga e da Mata Atlântica.

Como ocorreu a expansão do vírus Oropouche no Nordeste?

Segundo os pesquisadores, a disseminação ocorreu de forma heterogênea. Enquanto muitos municípios registraram poucos casos, algumas cidades concentraram incidências elevadas.

Mudança no perfil geográfico da doença

Em 2024

Os casos estavam mais concentrados em áreas do bioma Mata Atlântica.

Em 2025

A maioria das ocorrências passou a ocorrer em áreas úmidas da Caatinga, indicando adaptação do vírus a diferentes contextos ambientais.

Quais instituições participaram da pesquisa?

O estudo contou com a participação de importantes instituições de vigilância e pesquisa em saúde pública:

  • Fiocruz Pernambuco
  • Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco
  • Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba
  • Serviço de Referência em Arboviroses;
  • Núcleo de Plataformas Tecnológicas;
  • Núcleo de Bioinformática da Fiocruz Pernambuco.

Como os pesquisadores mapearam a circulação do vírus?

Os cientistas integraram:

  • dados epidemiológicos;
  • análises genômicas;
  • sequenciamento viral.

Foram analisados 65 genomas do vírus Oropouche coletados em:

  • Pernambuco
  • Paraíba
  • Sergipe

A análise genética permitiu reconstruir a trajetória da circulação viral e identificar diferentes rotas de disseminação.

Quais estados registraram maior propagação do vírus?

Em Pernambuco, os pesquisadores identificaram duas linhagens distintas do vírus.

Principais descobertas

  • Uma linhagem originada no Amazonas apresentou maior capacidade de dispersão;
  • O vírus avançou para estados vizinhos como:
    • Sergipe
    • Paraíba
  • Outra linhagem permaneceu restrita ao território pernambucano.

Qual município foi apontado como foco de disseminação?

O município de Jaqueira, localizado na Zona da Mata Sul de Pernambuco, foi identificado como um dos principais polos de disseminação regional.

Segundo os pesquisadores, o vírus se espalhou da cidade para outros municípios pernambucanos e posteriormente para estados vizinhos.

Quais fatores ambientais favoreceram o avanço da doença?

O estudo observou relação direta entre:

  • períodos chuvosos;
  • aumento da umidade;
  • crescimento das notificações.

Os pesquisadores também destacaram a influência do vetor transmissor.

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Culicoides paraensis atua como vetor do vírus da febre de Oropouche. O mosquito também é conhecido como maruim, meruim, muruim ou mosquito-pólvora, e pertence à família Ceratopogonid

Culex quinquefasciatus (popularmente conhecido no Brasil como pernilongo e na região Nordeste como muriçoca) é uma espécie de mosquito pertencente ao género Culex, sendo um mosquito doméstico tropical.

Qual mosquito transmite o vírus Oropouche?

Diferentemente da dengue, zika e chikungunya, o principal vetor do vírus Oropouche não é o Aedes aegypti.

Principal vetor

  • Maruins (pequenos insetos hematófagos).

Esses insetos se proliferam principalmente em:

  • áreas rurais;
  • regiões de mata;
  • ambientes silvestres e úmidos.

Isso ajuda a explicar por que municípios menores apresentaram maior incidência proporcional da doença.

Quais são os sintomas da febre do Oropouche?

A febre do Oropouche é uma arbovirose com sintomas semelhantes aos de outras doenças virais.

Sintomas mais comuns

  • febre alta;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dores articulares;
  • mal-estar;
  • calafrios.

A doença pode ser confundida com:

  • dengue;
  • zika;
  • chikungunya.

O vírus Oropouche pode afetar gestantes?

Sim. O estudo menciona registros raros de:

  • abortos;
  • partos prematuros;
  • complicações gestacionais.

Os casos foram observados durante o grande surto registrado entre 2023 e 2025 no Brasil.

Por que o avanço do Oropouche preocupa especialistas?

Segundo o pesquisador Gabriel Wallau, o principal alerta é que o vírus já demonstra capacidade de circulação sustentada fora da Amazônia.

Além disso, os pesquisadores identificaram indícios de:

  • circulação silenciosa do vírus;
  • subnotificação de casos;
  • adaptação ambiental do vetor;
  • possibilidade de novos surtos em outras regiões do país.

O que é o vírus Oropouche?

O Oropouche é um arbovírus transmitido principalmente por maruins e que causa febre semelhante à dengue.

O vírus Oropouche chegou ao Nordeste?

Sim. O estudo da Fiocruz confirmou transmissão sustentada em oito estados nordestinos entre 2024 e 2025.

Quais são os sintomas da febre do Oropouche?

Febre alta, dores musculares, dor de cabeça e dores articulares são os sintomas mais frequentes.

O Oropouche é transmitido pelo Aedes aegypti?

Não. O principal vetor são os maruins.

Gestantes podem ter complicações?

Sim. Casos raros de abortos e partos prematuros foram registrados.


Por: www.acsace.com.br Fonte: Agência Fiocruz