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CAS aprova equiparação de carreiras de agentes de saúde e fortalece atuação no SUS

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Edilson Rodrigues/Agência Senado

Projeto aprovado pela CAS amplia direitos para Agentes de Vigilância Sanitária, AIS e AISAN

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou o PL 1.126/2021, projeto que amplia os direitos e o reconhecimento institucional de importantes categorias da saúde pública brasileira. A proposta equipara os Agentes de Vigilância Sanitária (AVS), os Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e os Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), garantindo direitos previstos na Lei 11.350/2006.

O projeto, de autoria do deputado Wilson Santiago, recebeu parecer favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo e agora segue para votação no Plenário do Senado.

O que muda com o PL 1.126/2021?

O texto altera a Lei nº 11.350/2006, responsável pela regulamentação das atividades dos ACS e dos ACE, para incluir oficialmente:

  • Agentes de Vigilância Sanitária (AVS)
  • Agentes Indígenas de Saúde (AIS)
  • Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN)

Com isso, essas categorias passam a ter reconhecimento legal dentro da estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo as ações de:

  • vigilância em saúde
  • promoção da saúde
  • prevenção de doenças
  • educação sanitária
  • atenção à saúde indígena
  • saneamento básico em territórios indígenas

Relator destaca fortalecimento da vigilância em saúde

No relatório aprovado pela CAS, o senador Veneziano Vital do Rêgo afirmou que o projeto fortalece as ações territoriais do SUS e valoriza profissionais fundamentais para a saúde pública.

Segundo o parlamentar, a pandemia da Covid-19 mostrou a importância estratégica das ações locais de vigilância sanitária e epidemiológica.

De acordo com o relatório:

“A inclusão dos Agentes de Vigilância Sanitária contribui para conferir maior reconhecimento institucional a profissionais que exercem atividades fundamentais de prevenção, monitoramento e orientação sanitária.”

Como atuarão os Agentes de Vigilância Sanitária?

O projeto cria o artigo 3º-A na Lei 11.350/2006, definindo as atribuições dos Agentes de Vigilância Sanitária.

Entre as funções previstas estão:

  • fiscalização sanitária;
  • monitoramento de riscos à saúde;
  • orientação à população;
  • controle de bens e serviços relacionados à saúde;
  • atuação preventiva em ambientes urbanos e rurais.

O texto define vigilância sanitária como o conjunto de ações destinadas a:

  • eliminar riscos à saúde;
  • reduzir agravos sanitários;
  • prevenir doenças;
  • fiscalizar produtos e serviços de interesse da saúde pública.

Projeto reconhece importância dos agentes indígenas de saúde

Outro ponto considerado histórico no relatório é o reconhecimento formal dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e dos Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN).

Esses profissionais atuam nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) espalhados pelo país, principalmente em regiões de difícil acesso.

Segundo o relatório aprovado:

  • os agentes indígenas fazem a mediação entre o SUS e as comunidades indígenas;
  • contribuem para a valorização dos saberes tradicionais;
  • ajudam no acompanhamento das famílias indígenas;
  • atuam na prevenção de doenças e promoção da saúde.

Quais serão as funções dos AIS e AISAN?

O novo artigo 3º-B estabelece que os AIS e AISAN atuarão em ações como:

Ações dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS)

  • promoção da saúde;
  • prevenção de doenças;
  • educação em saúde;
  • primeiros socorros;
  • monitoramento de riscos;
  • articulação entre medicina tradicional indígena e ações biomédicas.

Ações dos Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN)

  • abastecimento de água;
  • manejo de resíduos;
  • saneamento ambiental;
  • educação sanitária;
  • melhoria das condições de higiene e saúde nas aldeias.

Contratação terá processo seletivo público

O projeto também determina que a contratação dos Agentes Indígenas de Saneamento deverá ocorrer por meio de processo seletivo público, com participação das próprias comunidades indígenas onde os profissionais atuarão.

A medida busca garantir:

  • transparência;
  • valorização cultural;
  • fortalecimento da participação comunitária;
  • maior legitimidade nas contratações.

CAS considera projeto estratégico para o SUS

O relatório aprovado pela CAS afirma que o projeto fortalece o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e amplia a proteção normativa dessas categorias.

Segundo o texto:

  • os agentes exercem atividades essenciais no território;
  • ajudam no monitoramento sanitário;
  • atuam na prevenção de surtos e epidemias;
  • fortalecem a atenção básica e a saúde indígena.

O parecer destaca ainda que muitos desses profissionais são o principal elo permanente entre o SUS e comunidades vulneráveis.

Por que o projeto é importante para a saúde pública?

O PL 1.126/2021 é considerado importante porque:

  • amplia o reconhecimento institucional de categorias essenciais;
  • fortalece a vigilância em saúde;
  • melhora a atenção à saúde indígena;
  • valoriza trabalhadores do SUS;
  • reforça ações de prevenção e promoção da saúde.

Além disso, o texto ajuda a consolidar políticas públicas voltadas para territórios vulneráveis, especialmente regiões indígenas e áreas com maior risco sanitário.

O que é o PL 1.126/2021?

O PL 1.126/2021 é um projeto de lei que altera a Lei 11.350/2006 para incluir os Agentes de Vigilância Sanitária, os Agentes Indígenas de Saúde e os Agentes Indígenas de Saneamento na legislação que regulamenta os ACS e ACE.

Quem é o autor do projeto?

O projeto é de autoria do deputado federal Wilson Santiago.

Quem relatou o projeto no Senado?

O relator na CAS foi o senador Veneziano Vital do Rêgo.

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Saulo Cruz/Agência Senado
O senador Veneziano Vital do Rêgo foi relator do projeto na CAS

O projeto já virou lei?

Ainda não. O texto foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue para votação no Plenário do Senado.

O que muda para os agentes indígenas?

Os AIS e AISAN passam a ter reconhecimento legal e direitos assegurados na legislação federal relacionada aos trabalhadores da saúde pública.

O projeto fortalece o SUS?

Sim. Segundo o relatório da CAS, a proposta fortalece o SUS, a vigilância em saúde e a atenção à saúde indígena.


Por: www.acsace.com.br