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Chikungunya leva prefeitura a decretar calamidade em saúde pública em Dourados
Avanço da epidemia provoca colapso na rede de saúde em Dourados
O avanço da epidemia de Chikungunya levou o prefeito Marçal Filho a decretar situação de calamidade em saúde pública no município de Dourados. O Decreto nº 638/2026, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial na segunda-feira (20), foi motivado pelo colapso da rede assistencial.
A medida ocorre após decretos anteriores que já indicavam agravamento da crise: o Decreto nº 587/2026, de 20 de março, declarou situação de emergência em saúde, e o Decreto nº 608/2026, de 27 de março, reconheceu emergência em Defesa Civil nas áreas afetadas pela doença.
Mais de 6 mil casos e alta taxa de positividade
O município enfrenta um cenário epidemiológico crítico, com mais de 6.186 casos prováveis de Chikungunya e uma taxa de positividade de 64,9%. A situação se agravou após a doença se espalhar da Reserva Indígena para bairros urbanos, ampliando o impacto sobre toda a população.
Além disso, a taxa de ocupação de leitos hospitalares chegou a cerca de 110%, evidenciando a incapacidade da rede de saúde em atender a demanda, inclusive para casos graves.
Pressão simultânea com SRAG agrava crise
Outro fator que contribui para o colapso é o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, que pressiona simultaneamente o sistema público de saúde.
O crescimento da demanda por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, serviços de urgência e hospitais tem levado à saturação da capacidade instalada, exigindo medidas emergenciais.
Decreto prevê ações emergenciais e resposta coordenada
O decreto segue orientações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) e do Plano de Ação para enfrentamento da doença. Entre os fatores que justificaram a medida estão:
- Aumento expressivo de casos suspeitos e confirmados de Chikungunya
- Crescimento das internações acima da capacidade
- Registro de óbitos associados à doença
- Expansão da transmissão para áreas urbanas
- Sobrecarga da rede de saúde municipal
A Secretaria Municipal de Saúde ficará responsável por coordenar as ações, podendo adotar medidas excepcionais como:
- Contratações emergenciais
- Requisição administrativa de bens
- Ingresso forçado em imóveis para ações sanitárias
Calamidade tem validade de 90 dias
A situação de calamidade em saúde pública terá validade inicial de 90 dias, período em que o município poderá intensificar ações de vigilância epidemiológica, controle vetorial e assistência à população.
A medida busca conter o avanço da Chikungunya, reduzir o impacto na rede de saúde e restabelecer a capacidade de atendimento no município.
Por: www.acsace.com.br Fonte: Prefeitura Dourados-MS
