👇🏻👇🏻👇🏻
Siga nosso Whatsapp AQUI
Novas diretrizes ampliam tratamento da fibromialgia pelo SUS e reforçam abordagem multidisciplinar
O Governo Federal do Brasil anunciou novas diretrizes para ampliar o tratamento da fibromialgia pelo SUS, fortalecendo a assistência multidisciplinar e ampliando a visibilidade da síndrome em todo o país.
A fibromialgia atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira e é caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga e alterações cognitivas. As novas medidas buscam melhorar o acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento contínuo no Sistema Único de Saúde (SUS).
O que é fibromialgia e quais são os principais sintomas
Segundo o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia é uma síndrome clínica que provoca dor constante em todo o corpo, sem estar associada a inflamações ou lesões estruturais.
“É a dor generalizada. Muitas vezes, se não na maior parte das vezes, essa dor vem acompanhada de fadiga, alteração no sono e distúrbios cognitivos”, explicou em entrevista ao programa Tarde Nacional – Amazônia.
Sintomas mais comuns da fibromialgia
Entre os principais sintomas estão:
- Dor constante e difusa pelo corpo
- Fadiga e sensação persistente de cansaço
- Formigamento em mãos e pés
- Distúrbios do sono, como insônia e apneia
- Sensibilidade aumentada ao toque, cheiros e sons
- Alterações de humor, incluindo ansiedade e depressão
- Dificuldade de memória, concentração e atenção
Estudos publicados na revista Rheumatology e pelo National Institutes of Health (NIH) indicam que mais de 80% dos casos ocorrem em mulheres, principalmente entre 30 e 50 anos.
Diagnóstico da fibromialgia: por que é desafiador?
A fibromialgia não é uma doença inflamatória. Ela provoca uma disfunção nos neurônios responsáveis pela percepção da dor, que se tornam excessivamente sensibilizados.
O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado no relato do paciente e na avaliação médica. Não há exame laboratorial específico capaz de confirmar a doença.
De acordo com Martinez, é essencial descartar outras enfermidades que também causam dor crônica, como a Artrose.
Onde buscar atendimento
O paciente pode procurar:
- Um reumatologista
- Uma Unidade Básica de Saúde (UBS)
- Atendimento primário pelo SUS
A investigação adequada é fundamental para evitar diagnósticos equivocados e garantir tratamento correto.
Fibromialgia passa a ser reconhecida como deficiência
A fibromialgia passou a ser oficialmente reconhecida como deficiência por meio da Lei 15.176/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com isso, pacientes podem ter acesso a direitos como:
- Cotas em concursos públicos
- Isenção de IPI, ICMS e IOF na compra de veículos adaptados
- Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença (mediante perícia)
- Benefício de Prestação Continuada (BPC) para baixa renda
- Pensão por morte, quando comprovada incapacidade laboral
Novas diretrizes do Ministério da Saúde para tratamento no SUS
O Ministério da Saúde implementou um planejamento estruturado para fortalecer o tratamento da fibromialgia na rede pública.
Principais medidas incluem:
- Capacitação de profissionais de saúde
- Atendimento multidisciplinar
- Ampliação do acesso à fisioterapia
- Apoio psicológico
- Terapia ocupacional
A atividade física regular também é considerada parte essencial do tratamento, ajudando a reduzir dores e melhorar a qualidade de vida.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, terapias não farmacológicas são tão importantes quanto o uso de medicamentos que auxiliam na regulação da percepção da dor.
Tratamento multidisciplinar é essencial
Pacientes com fibromialgia frequentemente desenvolvem ansiedade e depressão. Por isso, o acompanhamento pode envolver:
- Reumatologista
- Psicólogo
- Psiquiatra
- Fisioterapeuta
A integração entre os profissionais evita interações medicamentosas inadequadas e proporciona melhor controle dos sintomas.
