SUS inclui novo teste para rastreamento de câncer colorretal
O SUS passou a disponibilizar o teste imunoquímico fecal (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos. A inclusão do exame na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde entrou em vigor nesta segunda-feira (10).
A medida foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União e faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal.
Quem poderá fazer o novo teste do SUS?
O teste FIT será destinado exclusivamente ao rastreamento de câncer colorretal em pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos.
O exame terá periodicidade bienal, ou seja, será realizado a cada dois anos dentro da estratégia de rastreamento.
É importante destacar que o procedimento não é destinado à investigação diagnóstica de pessoas que apresentam sintomas ou suspeita clínica de câncer.
O que é o teste FIT incluído pelo SUS?
O FIT é um exame de fezes que identifica pequenas quantidades de sangue oculto que não podem ser observadas a olho nu.
A presença de sangue pode estar relacionada a alterações no intestino, incluindo pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal.
O teste utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, diferenciando-se dos métodos tradicionais de pesquisa de sangue oculto nas fezes.
Como funciona o teste de câncer colorretal pelo SUS?
O paciente recebe um kit para realizar a coleta das fezes em casa e posteriormente encaminha o material para análise laboratorial.
O procedimento facilita a realização do rastreamento porque não exige a preparação intestinal necessária para uma colonoscopia.
Entre as características destacadas para o FIT estão:
- coleta realizada em casa;
- não exige preparo intestinal;
- não requer dieta restritiva antes da coleta;
- pode ser realizado com uma única amostra;
- é menos invasivo;
- apresenta potencial para ampliar a adesão ao rastreamento.
O que acontece se o teste FIT der positivo?
Um resultado positivo indica a necessidade de investigação complementar e não significa, por si só, que a pessoa tenha câncer.
Segundo as informações apresentadas pelo Ministério da Saúde, os pacientes com detecção de sangue oculto serão encaminhados para exames complementares.
Nesse processo, a colonoscopia tem papel importante porque permite avaliar diretamente o cólon e o reto e, quando necessário, retirar pólipos durante o procedimento.
Por que o SUS incluiu o teste FIT?
A inclusão do FIT busca ampliar o acesso da população ao rastreamento e favorecer a identificação precoce do câncer colorretal.
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.
A medida também pode ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce para mais de 40 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados pela pasta.
Quantos casos de câncer colorretal são estimados no Brasil?
O câncer colorretal está entre os tipos de câncer mais frequentes no país.
Segundo a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) citada no texto-base, são esperados 53,8 mil novos casos por ano no Brasil durante o triênio 2026-2028.
O câncer colorretal é apontado como o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, quando não são considerados os tumores de pele não melanoma.
FIT ou colonoscopia: qual é a diferença?
O FIT é um exame de rastreamento, enquanto a colonoscopia permite visualizar diretamente o intestino e realizar procedimentos durante o exame.
O FIT pode facilitar o acesso ao rastreamento por ser menos invasivo e não exigir preparo intestinal.
Já a colonoscopia permite examinar diretamente o cólon e o reto e retirar pólipos identificados durante o procedimento, o que pode impedir que algumas lesões evoluam para câncer.
Por isso, os exames possuem funções diferentes dentro da estratégia de prevenção e investigação do câncer colorretal.
O teste FIT substitui a colonoscopia?
Não. O teste FIT não substitui a colonoscopia quando há indicação para investigação complementar.
O FIT é utilizado como ferramenta de rastreamento. Quando o resultado indica a presença de sangue oculto, o paciente pode ser encaminhado para exames complementares, incluindo a colonoscopia.
Perguntas frequentes sobre o novo teste do SUS
Quem pode fazer o teste FIT pelo SUS?
O rastreamento é destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, conforme a estratégia apresentada pelo Ministério da Saúde.
O teste FIT será feito todos os anos?
Não. A estratégia prevê o rastreamento bienal, com realização do teste a cada dois anos.
Preciso estar com sintomas para fazer o exame?
Não. O teste incluído na estratégia é destinado a pessoas assintomáticas. O texto da portaria reforça que o procedimento não deve ser utilizado para investigação diagnóstica de pessoas sintomáticas ou com suspeita clínica.
O teste FIT detecta câncer?
O FIT detecta sangue oculto nas fezes, que pode estar associado a diferentes alterações intestinais. Um resultado positivo não significa necessariamente câncer e exige investigação complementar.
Como é feita a coleta?
O paciente recebe um kit e realiza a coleta de fezes em casa. O material é posteriormente encaminhado para análise laboratorial.
O FIT precisa de preparo intestinal?
Não. Uma das vantagens destacadas é que o teste não exige preparo intestinal.
Preciso fazer dieta antes do exame?
Não. O teste FIT não exige dieta restritiva antes da coleta, conforme as informações divulgadas sobre o procedimento.
O que acontece depois de um resultado positivo?
O paciente deverá ser encaminhado para exames complementares para investigar a origem do sangue detectado.
A colonoscopia continua sendo importante?
Sim. A colonoscopia permite visualizar o cólon e o reto e também retirar pólipos durante o procedimento, quando indicado.
Novo teste amplia estratégia de prevenção do câncer no SUS
A inclusão do FIT representa uma ampliação das ferramentas disponíveis para o rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde.
Por permitir coleta domiciliar e exigir menos preparação do paciente, o exame pode facilitar a participação da população na estratégia de rastreamento.
A medida também reforça a importância da detecção precoce, especialmente entre pessoas que estão na faixa etária indicada e não apresentam sintomas.
Texto de: www.acsace.com.br Fonte: Agência Brasil
