Venezuelano é preso após perseguir agentes de combate às endemias e praticar ato obsceno em Três Lagoas
Um venezuelano de 29 anos foi preso na tarde desta quarta-feira (24) após perseguir duas Agentes de Combate às Endemias (ACE) e praticar ato obsceno durante o trabalho das servidoras no bairro Santos Dumont, em Três Lagoas (MS).
Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 16h30, enquanto as agentes realizavam visitas domiciliares de rotina na Rua das Marias, atividade fundamental para o controle e prevenção de doenças transmitidas por vetores, como dengue, zika e chikungunya.
Como ocorreu o caso
De acordo com o relato das vítimas, elas perceberam que estavam sendo seguidas pelo suspeito durante o trabalho de campo.
Em determinado momento, o homem chamou a atenção das servidoras. Quando ambas olharam para trás, encontraram o suspeito com as calças abaixadas, expondo os órgãos genitais e realizando gestos obscenos em direção às agentes.
As profissionais informaram que não conseguiram compreender o que o homem dizia, pois ele aparentava ser estrangeiro e se comunicava em idioma diferente do português.
Polícia Militar foi acionada
Assustadas com a situação, uma das agentes acionou seu irmão, que é policial militar e estava de folga.
O militar conseguiu localizar o suspeito e realizou sua contenção até a chegada de uma equipe da Polícia Militar, que efetuou a prisão.
Segundo os policiais, o homem apresentava comportamento bastante alterado e sinais compatíveis com possível ingestão de bebida alcoólica ou uso de substâncias entorpecentes. Durante a contenção, ele sofreu escoriações leves.
Suspeito foi encaminhado à delegacia
Após receber voz de prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Três Lagoas, onde permaneceu à disposição da autoridade policial.
O caso foi registrado como ato obsceno e será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar todas as circunstâncias do ocorrido.
Dicas de segurança para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias
O episódio registrado em Três Lagoas (MS) reforça a importância da adoção de medidas de prevenção durante o trabalho externo realizado diariamente por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).
Esses profissionais percorrem ruas, visitam residências e muitas vezes atuam sozinhos ou em locais desconhecidos, ficando mais expostos a situações de violência, assédio e ameaças.
Diante desse cenário, especialistas em segurança e representantes da categoria recomendam algumas medidas para reduzir riscos durante as atividades de campo.
Trabalhe em dupla ou em equipe
Sempre que possível, realize as visitas domiciliares acompanhado de outro profissional, principalmente em áreas isoladas, de maior vulnerabilidade social ou com histórico de ocorrências policiais.
Informe o roteiro de visitas
Mantenha a programação de visitas atualizada junto à coordenação da unidade de saúde. Dessa forma, a equipe saberá sua localização e poderá agir rapidamente em caso de emergência.
Utilize crachá e uniforme
O uso do uniforme oficial e do crachá funcional facilita a identificação do profissional pela população e reduz situações de desconfiança ou abordagens indevidas.
Observe o ambiente antes da visita
Antes de entrar em um imóvel, avalie as condições do local. Portões fechados, movimentação incomum, pessoas em atitude suspeita ou locais isolados podem indicar a necessidade de redobrar os cuidados.
Mantenha o celular acessível
Leve sempre um telefone celular carregado e com fácil acesso. Tenha salvos os principais números de emergência:
- 190 – Polícia Militar
- 193 – Corpo de Bombeiros
- 199 – Defesa Civil
- 153 – Guarda Municipal
Crie uma palavra-código com a equipe
Uma estratégia simples pode fazer diferença em situações de risco. Combine previamente uma palavra ou mensagem curta que indique necessidade de ajuda sem despertar suspeitas.
Evite entrar sozinho em residências
Quando houver necessidade de entrar em um imóvel, procure realizar a visita com outro profissional ou solicite a presença de outro morador durante o atendimento.
Denuncie qualquer situação de violência ou assédio
Casos de ameaça, agressão física, importunação sexual, perseguição ou qualquer outro tipo de violência devem ser comunicados imediatamente à Polícia Militar ou à Polícia Civil.
Também é fundamental registrar oficialmente a ocorrência junto à Secretaria Municipal de Saúde para que sejam adotadas medidas administrativas e de proteção aos trabalhadores.
Segurança é fundamental
Casos de violência, assédio ou intimidação não podem ser tratados como situações isoladas. Além da responsabilização dos autores, é indispensável investir em protocolos de segurança, capacitação permanente e apoio institucional para assegurar que esses trabalhadores possam exercer suas funções com dignidade, respeito e proteção.
Por: www.acsace.com.br Fonte: RCN67
