SUS inicia transição para insulina de ação prolongada em 4 estados

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SUS inicia transição da insulina humana para a de ação prolongada

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Foto: Rafael Nascimento/MS

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou o processo de transição do uso da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina. A medida representa um avanço histórico no tratamento do diabetes no Brasil, ampliando o acesso a terapias mais modernas e eficazes na rede pública.

O novo medicamento possui ação prolongada de até 24 horas e aplicação única diária, o que facilita a rotina dos pacientes e contribui para melhor controle glicêmico.

Projeto-piloto começa em quatro estados

A implantação ocorrerá inicialmente por meio de projeto-piloto nos seguintes territórios:

Amapá
Paraná
Paraíba
Distrito Federal

Nesta primeira fase, o tratamento será destinado a:

→ Crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1
→ Idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2

A estimativa do Ministério da Saúde é que mais de 50 mil pessoas sejam beneficiadas no início da transição.

Avanço no cuidado e fortalecimento do SUS

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa reforça o papel estratégico do SUS no acesso a medicamentos essenciais:

“A expansão da oferta de tratamentos para diabetes no SUS é um exemplo concreto da importância do fortalecimento do nosso complexo industrial. Depois de duas décadas, o Brasil voltou a produzir insulina no país, garantindo segurança aos pacientes.”

A ampliação do uso da insulina glargina está alinhada às melhores práticas internacionais e reduz desigualdades no acesso ao tratamento, já que o medicamento pode custar até R$ 250 a cada dois meses na rede privada.

Como será feita a transição da insulina

A substituição da insulina NPH pela glargina será realizada de forma gradual e individualizada, com base na avaliação clínica de cada paciente.

→ Aplicação única diária
→ Menor risco de hipoglicemia noturna
→ Melhor estabilidade dos níveis de glicose

Nos estados participantes, o Ministério da Saúde promove capacitação das equipes da Atenção Primária à Saúde, que serão responsáveis pelo acompanhamento contínuo dos pacientes.

Após os primeiros meses, os resultados serão avaliados para definir um cronograma de expansão nacional.

Desenvolvimento tecnológico e autonomia do SUS

A ampliação da insulina glargina no SUS é resultado de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), envolvendo:

Bio-Manguinhos/Fiocruz
Biomm (empresa brasileira de biotecnologia)
Gan & Lee (empresa chinesa)

A parceria prevê transferência de tecnologia para o Brasil, fortalecendo a soberania nacional na produção de medicamentos estratégicos.

→ Em 2025, foram entregues mais de 6 milhões de unidades
→ Investimento de R$ 131 milhões
→ Previsão de produção de até 36 milhões de tubetes até o fim de 2026

Produção nacional de insulina NPH e regular

Além da glargina, o Ministério da Saúde também avançou na produção nacional das insulinas NPH e regular, por meio de parceria com:

Wockhardt (Índia)
Fundação Ezequiel Dias (Funed)
Biomm

O contrato prevê:

→ Produção de 8 milhões de unidades até 2026
→ Quase 2 milhões já entregues
→ Investimento federal de R$ 142 milhões

Monitoramento contínuo e capacitação das equipes

A transição é resultado dos trabalhos do Grupo de Trabalho da Insulina, criado em novembro de 2025, que avaliou o cenário de escassez global de insulina e propôs melhorias na insulinoterapia do SUS.

→ Monitoramento contínuo dos dados
→ Capacitação de equipes estaduais e municipais
→ Treinamentos sobre uso de canetas aplicadoras e administração correta

As formações tiveram início em 27 de janeiro e seguem até meados de fevereiro.

SUS garante cuidado integral às pessoas com diabetes

O SUS assegura assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o acompanhamento contínuo, com a Atenção Primária à Saúde como porta de entrada do sistema.

Atualmente, o SUS oferece:

→ Insulinas humanas NPH e Regular
→ Insulinas análogas de ação rápida e prolongada
→ Medicamentos orais para diabetes mellitus


Por: Redação www.acsace.com.br Fonte: Ministério da Saúde