Suspeito de importunação sexual contra agente de endemias tem prisão preventiva decretada em Salvador

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Divulgação PCBA

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de um homem de 42 anos, suspeito de praticar importunação sexual contra uma Agente de Combate às Endemias (ACE) durante uma visita domiciliar no bairro de Coutos, em Salvador (BA). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (23), após audiência de custódia. O investigado deverá ser encaminhado ao sistema prisional.

Agente de endemias teria sido agarrada durante visita domiciliar

O caso aconteceu na quinta-feira (22), enquanto a profissional realizava uma atividade de trabalho na residência do investigado.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o homem teria agarrado a agente, tentado beijá-la à força e a arrastado em direção ao banheiro do imóvel. A vítima conseguiu escapar, interrompendo a situação, e procurou as autoridades para denunciar o ocorrido.

Após a denúncia, policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Periperi, foram até o local e efetuaram a prisão do suspeito.

O homem foi encaminhado a outra unidade policial, onde passou por exames periciais. Após a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele permaneceu à disposição da Justiça.

Secretaria de Saúde presta apoio à servidora

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) lamentou o ocorrido e informou que acompanha a profissional desde a denúncia.

De acordo com a pasta, a agente teve acesso a acolhimento psicológico na Casa da Mulher Brasileira. Posteriormente, foi conduzida para junto de seus familiares, onde poderá contar com apoio durante este período.

A secretaria também ressaltou que nenhuma mulher deve ser submetida a situações de violência, constrangimento ou violação de sua dignidade.

A SMS afirmou ainda que continuará oferecendo suporte à servidora, respeitando suas necessidades e seu processo de recuperação, com o objetivo de garantir cuidado, segurança e acolhimento.

Violência contra profissionais durante o trabalho preocupa a categoria

O caso chama a atenção para a segurança dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias, que realizam atividades externas e visitas domiciliares como parte do trabalho de prevenção e promoção da saúde.

Durante essas ações, os profissionais entram em contato direto com moradores e circulam por diferentes territórios. Situações de assédio, ameaças ou violência reforçam a importância de medidas de proteção, canais de denúncia e apoio institucional aos trabalhadores.

O que fazer em caso de violência ou assédio durante o trabalho?

A orientação é buscar um local seguro, comunicar o ocorrido à chefia e aos canais institucionais de proteção e registrar a denúncia junto às autoridades competentes. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.


Por: www.acsace.com.br Fonte: g1