Adicional de 40% para agentes de saúde será votado na Comissão de Saúde

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Projeto que prevê 40% de insalubridade para ACS e ACE entra na pauta da Comissão de Saúde

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O Projeto de Lei 1854/2025, que prevê adicional de 40% de insalubridade para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) em razão da exposição ao calor externo, entrou na pauta da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

A proposta está prevista para discussão e votação em reunião extraordinária marcada para o dia 18 de março de 2026, a partir das 9h30.

Relatora apresenta parecer favorável ao projeto

Em 11 de março de 2026, a relatora da proposta, a deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), apresentou parecer pela aprovação do projeto.

No documento, a parlamentar destaca que cabe à comissão analisar o mérito relacionado à saúde pública e à saúde do trabalhador, enquanto questões de constitucionalidade e técnica legislativa deverão ser analisadas posteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

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Proposta prevê adicional de insalubridade por exposição ao calor

O projeto estabelece que ACS e ACE terão direito ao adicional de insalubridade de 40% devido à exposição contínua ao calor durante o trabalho externo, especialmente nas atividades de:

  • visitas domiciliares
  • controle de vetores
  • ações de vigilância epidemiológica
  • atividades em campo

De acordo com o texto, o pagamento do adicional será responsabilidade do ente federativo responsável pela remuneração dos profissionais, podendo ser município, estado ou Distrito Federal.

Os critérios detalhados para a concessão do benefício deverão ser definidos posteriormente em regulamento específico.

Reconhecimento dos riscos enfrentados pelos agentes

Na justificativa do projeto, o autor destaca a importância dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o parecer da relatora, os profissionais estão expostos diariamente a agentes físicos, principalmente ao calor decorrente do trabalho a céu aberto, o que justifica o pagamento do adicional em grau máximo de insalubridade.

A proposta também busca promover justiça remuneratória e proteger a saúde do trabalhador, reconhecendo formalmente os riscos ambientais enfrentados pela categoria.

Uniformização do adicional pode evitar diferenças entre municípios

Outro ponto destacado no parecer é que a definição de um percentual fixo de 40% para o adicional de insalubridade pode ajudar a evitar disparidades entre municípios e estados.

A medida também contribuiria para garantir maior segurança jurídica, estabelecendo um padrão nacional para o pagamento do benefício aos profissionais.

Próximos passos da tramitação

Caso seja aprovado na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, o projeto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), responsável por avaliar a constitucionalidade da proposta.


Por: Redação www.acsace.com.br