Febre do Oropouche e Dengue: estudo explica diferenças nos sintomas

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Estudo explica diferenças de sintomas entre febre do Oropouche e dengue

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Pesquisa brasileira aponta semelhanças clínicas entre as duas arboviroses, mas destaca sinais importantes para o manejo adequado e a vigilância em saúde.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Sintomas parecidos dificultam diagnóstico entre Oropouche e dengue

Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros durante o surto de febre do Oropouche registrado em 2024 busca contribuir para o diagnóstico e a diferenciação clínica entre a doença e a dengue, especialmente em regiões onde os dois vírus circulam simultaneamente.

A pesquisa, intitulada Perfis clínicos e laboratoriais da doença do vírus Oropouche no surto de 2024 em Manaus, Amazônia Brasileira, foi publicada na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases e analisou pacientes atendidos em Manaus (AM) com doença febril aguda.

Principais diferenças clínicas entre Oropouche e dengue

Segundo a médica e pesquisadora Maria Paula Mourão, da Rede Colaborativa de Vigilância Ampliada e Oportuna (Revisa), embora os sintomas sejam semelhantes, há diferenças relevantes:

Febre do Oropouche
→ Dor de cabeça mais intensa
→ Dores articulares mais frequentes
→ Manchas na pele mais disseminadas
→ Alterações laboratoriais, como aumento discreto das enzimas do fígado
→ Resposta imunológica distinta

Dengue
→ Maior redução das plaquetas
→ Risco elevado de sangramentos
→ Possibilidade de choque em casos graves

Apesar dessas diferenças, a pesquisadora alerta que apenas os sintomas não são suficientes para diferenciar com segurança as doenças.

Reconhecer sinais de gravidade é mais importante que diferenciar a doença

De acordo com os especialistas, o foco da assistência não deve estar apenas na identificação do vírus, mas no reconhecimento precoce de sinais de gravidade.

Sinais de alerta que exigem atendimento imediato

→ Dor abdominal intensa
→ Vômitos persistentes
→ Sangramentos
→ Tontura ou confusão mental
→ Piora progressiva do estado geral

Gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas devem procurar avaliação médica precoce mesmo diante de sintomas leves.

Estudo identificou linhagem mais virulenta do vírus Oropouche

O trabalho acompanhou pacientes por até 28 dias, com avaliações clínicas, exames laboratoriais e testes específicos para dengue, oropouche e outras arboviroses.

Os pesquisadores identificaram que o surto de 2024 em Manaus foi causado por uma linhagem reordenada do vírus Oropouche, já detectada anteriormente no Brasil, mas com maior virulência e capacidade de replicação.

Segundo Maria Paula Mourão, as mudanças genéticas sugerem transmissão local contínua, associada também a fatores ambientais, climáticos e à presença do vetor.

O que é a febre do Oropouche

A febre do Oropouche é uma arbovirose transmitida principalmente pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, presente em diversas regiões do Brasil.

Após picar uma pessoa ou animal infectado, o inseto pode transmitir o vírus a outras pessoas dias depois.

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Foto: Conselho Federal de Farmácia/Divulgação

Monitoramento e controle das arboviroses no Brasil

Segundo Bárbara Chaves, pesquisadora do Instituto Todos pela Saúde (ItpS), tanto a dengue quanto o Oropouche exigem fortalecimento do diagnóstico, da vigilância epidemiológica e do monitoramento viral.

Estratégias de enfrentamento da dengue

→ Eliminação de criadouros do Aedes aegypti
→ Uso do método Wolbachia
→ Vacinação em populações elegíveis

Já no caso do Oropouche, o controle é mais complexo, pois o vetor se reproduz em ambientes naturais, úmidos e ricos em matéria orgânica.

Para os especialistas, acompanhar a evolução genética dos vírus e aprimorar o diagnóstico diferencial são medidas fundamentais para reduzir o impacto dessas doenças, especialmente em áreas de circulação simultânea.


Por: www.acsace.com.br Fonte: Agência Brasil