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SP inicia projeto-piloto de vacinação contra chikungunya em Mirassol
Vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan começa a ser aplicada gratuitamente em postos de saúde; ação integra estratégia nacional do Ministério da Saúde.
Vacinação começa nesta segunda-feira no interior paulista
Teve início nesta segunda-feira (2), no município de Mirassol, no interior de São Paulo, a aplicação da vacina contra a chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto nacional coordenado pelo Ministério da Saúde, com foco no enfrentamento da doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
A vacina está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município para moradores com idade entre 18 e 59 anos.
Mirassol foi escolhida por alta incidência da doença
Segundo o governo de São Paulo, Mirassol foi selecionada devido ao aumento expressivo de casos de chikungunya na região.
De acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, o município registrou 833 casos prováveis da doença em 2024, o que reforçou a necessidade de uma intervenção preventiva.
Município está entre os primeiros do país
O secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, destacou a relevância da iniciativa para a saúde pública.
“Estamos diante de um marco histórico para a saúde pública. Com 10 municípios em quatro estados, Mirassol está entre os primeiros selecionados e, agora, cerca de 37,5 mil habitantes poderão receber a vacinação nos postos de saúde. Isso coloca a região na linha de frente de uma proteção inédita contra a chikungunya”, afirmou.
Estratégia nacional será ampliada para outros estados
O Ministério da Saúde informou que a vacinação em formato piloto será implementada em 10 municípios de quatro estados brasileiros.
A escolha das cidades leva em conta critérios como:
→ situação epidemiológica
→ tamanho da população
→ viabilidade operacional para introdução rápida da vacina
A expectativa é que os dados obtidos nessa fase orientem a expansão futura da vacinação contra a chikungunya no país.
Vacina foi aprovada pela Anvisa e por órgãos internacionais
A vacina contra a chikungunya recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril do ano passado.
O imunizante também foi autorizado para uso em:
→ Canadá
→ Reino Unido
→ União Europeia
Estudos clínicos comprovaram segurança e eficácia
Os estudos clínicos foram realizados no Brasil e nos Estados Unidos e demonstraram que a vacina:
→ é bem tolerada
→ induz produção de anticorpos
→ gera resposta imunológica eficaz com apenas uma dose
Quem não pode receber a vacina
A vacinação não é recomendada para os seguintes grupos:
→ pessoas imunodeficientes
→ pessoas imunossuprimidas
→ gestantes
→ indivíduos com hipersensibilidade a componentes da vacina
As contraindicações seguem rigorosamente as orientações da bula aprovada pela Anvisa.
O que é a chikungunya
Doença pode causar dor crônica nas articulações
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo mosquito transmissor da dengue e do zika vírus.
Os sintomas mais comuns incluem:
→ febre alta
→ dores intensas nas articulações
→ dor de cabeça
→ dor muscular
→ calafrios
→ dor atrás dos olhos
→ manchas vermelhas na pele
Em casos mais graves, a doença pode evoluir para dor crônica nas articulações, que pode persistir por meses ou até anos, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
